
Final de semana...
Amigos a espera, chego com meu carro e vamos lá. Estamos viajando.
Tudo preparado:
Pneus calibrados, carro lavado, malas prontas e, é claro, o tanque está cheio...
Efésios 5:18 “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito”.
Dentre muitos conselhos que Paulo deu aos efésios neste capítulo sobre sua conduta moral e espiritual, aparece este conselho prático.
Enchendo o tanque!
Uma viagem é constituída por três pontos fundamentais, sendo eles: Meio de transporte, caminho e destino.
Trataremos do nosso tanque como o coração do homem, ou seja, nascemos vazios e precisamos, ao iniciar nossa viagem, abastecê-lo.
Desta forma, ao iniciarmos nossos planos, após a infância, começaremos a viajar pelo mundo afora, usando algum meio, utilizando um caminho e visando um destino.
Qual a ligação entre vinho e espírito?
Quando começamos a criar nossos planos, esses ditarão a rota que seguiremos. No versículo citado, é clara a posição de antagonismo entre vinho e espírito.
É evidente que o vinho está representando muitas coisas que dão prazeres humanos.
É também claro que o espírito representa tudo aquilo que nos dá alegria interior, onde ele vive.
Assim, veremos como é a viagem feita usando como combustível o vinho e a mesma viagem feita com o espírito.
Viajando com o tanque cheio do vinho:
O meio de transporte que usa vinho como combustível chama-se “EU”. Trata-se de um moderno sistema de vida que garante conforto e segurança no caminho. Ou seja, é um carro muito confortável e bonito.
O “EU” é muito potente e se aproveita das oportunidades dos outros viajantes, sem se preocupar com regras, já que tem total liberdade. É o meio de transporte mais usado no mundo.
Todos estão atrás do “EU”. Todos desejam lavá-lo em todos os finais de semana, todos desejam equipá-lo com os acessórios mais badalados. Ah, como é bom possuir um “Eu” para viajar nesta vida! Enchemos o “Eu” de vinho e, com o tanque lotado, pé na tábua!
Tanque cheio de vinho e vamos lá.
O caminho escolhido é o do prazer! Ah, como é bom saborear esse vinho!
Sentimento de liberdade, de domínio sobre minhas emoções. O vinho me solta, me dá coragem. É, sem dúvida, o combustível que mais me atrai.
Bom é andar em locais onde existe riso, onde existe prazer e alegria. É maravilhoso ser agraciado com essa paisagem fantástica. Que belo caminho é viver pela estrada do Prazer.
O destino? Esse eu ainda não defini. Talvez no final da estrada do prazer exista uma placa que me indique o bosque da paz, o parque da alegria ou a cidade do amor. Isso pensarei mais à frente. Por hora, vou aproveitar que estamos passando por um posto e colocarei mais vinho no meu tanque!
Viajando com o tanque cheio do espírito:
O meio de transporte que usa o espírito como combustível chama-se “ENTREGA”. Trata-se de um trem a carvão que, obviamente não pode ser dirigido por mim mesmo, já que desconheço como guiá-lo. Ele me leva pelo caminho através de uma rota pré-estabelecida sobre trilhos.
Para que tenhamos autorização para andar neste trem não há pagamento em dinheiro, apenas os que levam o carvão, que é seu combustível, podem continuar a viagem. O carvão é a representação do espírito que é o combustível do trem.
O caminho de trilhos chama-se “Rota da obediência”.
Trata-se de uma construção antiqüíssima que nunca pôde ser alterada por nenhum dos viajantes do “ENTREGA”.
Nas paradas programadas pelo condutor, onde devemos comprar mais carvão, muitos descem e são atraídos às ruas que dão acesso à estrada do Prazer.
Isso sempre ocorreu com muitos viajantes do “ENTREGA”. O problema é que o acento não é estofado, nunca se pode mudar de caminho e, comprar carvão (encher-se do espírito) também incomoda a muitos. Isso é feito através da oração, santificação e da adoração.
Outros se confundem porque estão fazendo uso de trilhos criados por homens, imitando veias, com o objetivo de atrair aos usuários. Essas linhas costumam se cruzar algumas vezes com a “Rota da obediência” e andar paralelamente com ela, mas voltam a tornar-se tortuosas logo à frente e isso se deve ao fato já mencionado que o caminho da obediência nunca pôde ser alterado. Ele permanece reto e constante.
O destino deste trilho é a diferença aguda entre a Estrada do prazer e a Rota da obediência.
E é aí que nosso condutor se destaca. Nós o conhecemos e confiamos amplamente nEle. Ele nos disse certa vez que poucos gostariam de andar conosco, mas afirmou que nos levaria até nosso destino “O PARAÍSO”. Ele disse que precisamos manter o estoque de carvão sempre cheio, pois o trem nunca para. Nosso tanque deve estar cheio do espírito para nos mantermos juntos DELE.
Nunca precisamos nos preocupar em conseguir mais nada para continuar a viagem, apenas manter o espírito vivo, a união de todos faz com que o trem sempre tenha carvão disponível. É um meio de transporte onde todos devem trabalhar juntos.
Houve certa vez onde uma moça deixou acabar o seu carvão e precisou sair em uma estação não destinada à compra de combustível para conseguir mais, porém, quando ela voltou, o “ENTREGA” já havia partido. Foi triste e aprendemos a lição de sempre mantermos a nossa cota conforme a ordem do Condutor.
O pessoal da estrada do prazer às vezes entra no nosso trem sem carvão algum e costumam rir de nós, pois estamos sempre acumulando o carvão que nos garante no “ENTREGA”. Eles dizem que o condutor não vai nos levar para o destino prometido.
Nosso condutor, porém, disse que esses são mentirosos e amam a estrada do prazer. São cegados pelo príncipe deste século que é o homem que fabrica e vende por altíssimo preço o “EU”.
Ninguém que segue por uma via terá acesso ao destino da outra, pois o Nosso condutor disse que seremos completamente separados daqueles que não foram verdadeiros passageiros do “ENTREGA” pouco antes de chegarmos ao destino que, aliás, Nosso condutor disse estar muito perto.
Também é obviamente impossível que o trem use vinho como combustível ou o carro use carvão para dar continuidade na viagem.
O coração que optar pelo estilo da viagem através do “EU” pagará caríssimo pelo seu carro e, certamente amará o vinho, porém o coração que escolher o “ENTREGA” será eternamente dependente do espírito (carvão).
Contudo, ambos devem buscar se encher do seu combustível e, nisso, os que seguem pela estrada do prazer muitas vezes são mais diligentes.
O coração cheio de vinho ama a si mesmo e está completamente ligado às suas próprias vontades.
Os que se enchem do Espírito, se unem com seus irmãos e fazem andar um grande trem que está em um caminho reto e que os garante um excelente destino.
O mais impressionante é que nosso Condutor, certa vez, por um grande período, se transformou em um passageiro comum, ensinando-nos como armazenar o carvão e disse que deveríamos nos amar todos os dias ajudando um ao outro na tarefa de manter o espírito vivo.
Alguém então perguntou a Ele o porquê dele nos ajudar no trabalho árduo e Ele nos disse que o Seu amor por nós é maior que o Mundo inteiro e isso o fez ainda mais amados dos viajantes do “ENTREGA”.
O nome do condutor é Jesus Cristo!
mai/10 | +Fotos
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