Eu cresci com um amigo que tinha um jeito de falar, rir e brincar peculiar e meus pais diziam que eu estava me tornando uma cópia dele, absorvendo seu jeito de ser em minha forma de lidar com as coisas.

Sei que ele era muito bacana e eu tinha grande apreço por ele, mas em momento nenhum buscava imita-lo, mas confesso que de vez em quando eu me pegava em momentos onde meus gestos pareciam com os dele.

Claro que crescemos e acabamos vivendo de formas diferentes, mas aquele amigo permanece na minha memória de ótimos momentos empinando pipas, jogando bola, brincando de esconde-esconde...

Cresci, porém e construí novos conceitos que me levam para outras direções e inviabilizam um contato contínuo entre nós.

Desta forma, geralmente, somos imitadores do meio em que vivemos. Falamos o que ouvimos, queremos o que vemos, vivemos para conquistarmos nosso espaço.

Interessante pensar, porém, que somos pessoas exclusivas, únicas e diferentes de todas as outras. O imã que nos atrai aos ambientes que nos cerca atua dia e noite a fim de levar-nos ao contato com o círculo social em que estamos inseridos ou queremos ter participação.

O imã é o desejo de fazer parte, de ser igual.

Pensemos no motivo pelo qual temos um nome, uma impressão digital, uma aparência. Pensemos se devemos verdadeiramente buscar um retrato fiel de alguém que admiramos.

Esse tema falará da busca pelo “EU” fantástico que está escondido por detrás das portas da timidez e do temor do julgamento de outros.


out/09 | +Fotos


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