
O ser humano tem a tendência de se inclinar mais e mais para uma direção. Ele, quando jovem, tem em seus novos amigos, os exemplos e a admiração. Isso cresce tão rápida e profundamente que muitas vezes os seus pais ficam em segundo plano nas suas tomadas de decisões e na divisão do tempo que é destinado a convivência.
Essa tendência muda de acordo com o tempo: primeiro o papai e a mamãe, depois os amiguinhos da escola, depois os namorados, maridos, filhos e, muitas vezes acabam na solidão e isolamento.
Quando tornamo-nos autossuficientes (é claro que em tese nunca somos), pensamos sinceramente que nosso conhecimento fez-se suficiente e já não precisamos mais de conselhos ou ensinamentos. Os mais experimentados nada mais são do que velhos. Seus conselhos e conversas demoradas servem apenas para entretenimento em dias chuvosos. Essa postura tende ao extremo, até que nos enganemos com o sentimento divino da ONISCIÊNCIA.
O homem sabe que tem um grande potencial para crescer, para realizar, para construir e elaborar grandes planos e projetos. Esta capacidade é chamada de inteligência, que segundo o dicionário Aurélio, significa “Faculdade de conhecer, de compreender: a inteligência distingue o homem do animal”.
Essa faculdade, quando bem administrada, gera excelentes frutos que contribuem, e muito, para o convívio social, ela, porém se revela fortemente para recursos destrutivos ou egoístas. É esta a razão das injustiças sociais entre a humanidade. A inteligência é uma faca de dois gumes. Ela tanto realiza feitos milagrosos, dignos dos prêmios Nobel, quanto fiascos e mazelas, dignas de vergonha.
Quando a inteligência é tratada sem razão a confundimos com a Onisciência.
ONISCIÊNCIA, segundo o dicionário Aurélio, significa: Saber absoluto; conhecimento de tudo. / Ciência universal, um dos atributos de Deus nas religiões monoteístas. (Ver.: omnisciência.)
É fácil confundir inteligência com Onisciência.
Veja o texto abaixo:
Salmo 139
[Salmo de Davi para o músico-mor]
1 SENHOR, tu me sondaste, e me conheces.
2 Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
3 Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
4 Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces.
5 Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão.
6 Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir.
Os antigos preservavam a realidade da inteligência absoluta residente em DEUS, que criou todas as coisas.
Nosso pensamento moderno, porém inclina-se a retirar de cena alguém assim e baseia-se na força do conhecimento acumulado nos séculos, para deixar de lado a verdadeira necessidade de auxilio, ensinamento e amparo divino.
Encontramo-nos nesta busca e, certamente nos pegamos em campos obscuros onde nossa busca torna-se infértil.
Sempre em busca de algo novo, de algo que nos motivasse a ir mais longe, a ir além.
Pense nestas perguntas sem reservas ou pré conceitos:
a) Como encontrar mais alegria?
Viajar de avião a alguns anos, era privilégio e o sonho dourado de poucos. Hoje, tornou-se comum, não é mesmo? Esse é apenas um exemplo entre milhares.
Se eu casasse...
Se eu trabalhasse naquela empresa...
Se eu morasse naquele bairro...
b) Como posso ser percebido?
Quem fazia um curso superior era percebido antigamente, mas hoje em dia, isso nos diferencia?
Se eu trabalhasse daquela função...
Se eu fosse mais alto...
Se eu soubesse cantar...
c) Como posso ser amado?
Será que encontrarei em algum momento a pessoa certa? Porque têm dado tão errado?
Se ela me amasse...
Se eu não conhecesse essa outra pessoa...
Se ela não me deixasse...
Respondendo à luz do conhecimento da palavra de Deus:
Provérbios 4:23 “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.”
Devemos buscar crescer em todas as áreas da nossa vida, contudo devemos nos atentar para a verdade que nos é revelada no texto acima. Não vale a pena buscar realizações passageiras, se nossa vida interior for corrompida por completo.
O tema desta mensagem nos leva a meditar que, ao findar da peça, no momento em que as cortinas se fecham, ou ainda, quando as luzes se apagam, só nos resta olhar para dentro de nosso coração.
Nada que conquistamos ou fizemos, ou memórias que deixamos, nos livrarão do derradeiro momento, em que nossos olhos se escurecerão e, certo como vive o SENHOR, Ele mesmo nos cobrará acerca do que fizemos com nosso maior dom proveniente DELE, que a criara, o dom da vida.
ago/10 | +Fotos
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