
Descobri que com o passar do tempo que, não existe neutralidade na vida. Queremos às vezes descansar das responsabilidades e compromissos. Outras vezes queremos agir pensando apenas em nós mesmos.
Um objeto está exposto à luz, ao vento, a pressão, à poeira, ao risco de quedas no manuseio.
É fato, que nossas vidas não podem ser escondidas e nossas ações sempre causam efeitos e, por essa razão, sabemos que sempre estamos expostos.
Essa percepção de que precisamos de um abrigo continua a influenciar nossas decisões e os pensamentos a respeito de como devemos viver e agir cotidianamente.
1. Expostos a nós mesmos:
Tudo que pensamos, falamos, fazemos ou deixamos de fazer é responsável por quem nos tornaremos e pelos sentimentos mais profundos de nossos corações, permanecendo firmes em nossas memórias. Não existe possibilidade de nos escondermos da nossa consciência, ou seja, não podemos finjir ou enganar a si mesmos.
2. Expostos às pessoas:
Enganosamente acreditamos que podemos fugir da realidade que nos ensina o quanto influenciamos os pensamentos, estado emocional, decisões e planos das pessoas que nos rodeiam. Acreditamos que uma vida omissa, que a desistência de um sonho, ou uma vida inérte serve para poupar as pessoas das decepções que causaríamos ao viver plenamente e ao errar e falhar. Engano clássico!
Somos influenciadores mesmo que não façamos nada. O nada certamente gerará frustrações nas pessoas que sempre esperam algo de nós, que estão nos observando e ansiando que alcancemos um futoro maior e mais bonito. Não podemos poupar os outros de nós mesmos. Extamos expostos a eles.
3. Expostos Deus:
Ainda que pensemos que consigamos, porém é impossível, enganar todas as pessoas e ainda mais alterar nossa percepção sobre nós mesmos de forma que alcancemos uma cauterização na mente, podendo criar um mundo ilusório de refúgio, existe um olhar atento em nossa direção.
O nosso elevado esforço em esconder o que pensamos, o que fazemos e o que gostaríamos realmente de fazer é inútil diante do Senhor.
Seus olhos estão em todas as partes e Ele conhece os pensamentos mais profundos e ocultos dos nossos corações. Sabemos que Ele conhece essas coisas porque sentimos culpa, vergonha, tristeza por razões que estão escondidas. Esse nível de conhecimento nos remete a necessidade de, ao invés de lutar tanto para nos esconder , melhor seria alcançar ajuda e é disso que tratamos nessa mensagem: Sair da caverna e se expor a Deus!
A barreira da incredulidade:
A primeira adversidade a respeito da decisão de expor-nos a Deus encontra-se na necessidade de crer que Ele existe e que pode nos ajudar. Essa questão apesar de pessoal, pode ser trabalhada em nós com o exemplo de um filho.
Não lembramos do nosso nascimento, mas crescemos perto de nossos pais. Não o conhecíamos e fomos entregues frágeis e inofencíveis aos seus cuidados.
Desta forma, sabemos que cada pai ou mãe cuidou de seus filhos a ponto de garantir que ele chegasse a fase adulta.
Nosso Deus existe, mesmo que não consigamos ter essa consciência, assim como um bebê.
Ele também é o único capaz de cuidar de nossas vidas, garantindo-nos a condição de filhos amados.
A barreira da vergonha:
Como podemos nos expor diante de Deus se Ele sabe quem verdadeiramente somos? A vergonha torna-se a grande senhora das nossas vidas, nos levando às cavernas escuras onde pensamos que não somos vistos. Mas o local da nossa ausência remete-nos ao pensamento que até mesmo nas fugas, estamos expostos, pois abandonamos sonhos, pessoas, planos.
Precisamos criar a maior coragem existente no coração do homem e sair verdadeiramente do pseudo-esconderijo, onde temos a idéia vaga e ineficaz de que estamos bem, precisamos olhar nos olhos do nosso criador e reconhecer que falhamos e erramos muitas vezes e essas frustrações nos levaram a tentar fugir, mesmo que inultilmente, da exposição a Ele.
Finalmente expostos a Deus:
A partir do momento em que decidimos parar de lutar contras as evidências que nos levam a pensar que podemos deixar de nos expor, passamos a procurar corrigir nossas falhas, trabalhar nossas atitudes.
Sem o medo de nos expormos, podemos viver plenamente cada situação em nossa vida, seja no trabalho cotidiano, na família, entre amigos e acima de tudo quando estamos só.
Esse estado não é mais um momento de esconderijo e não mais afeta aqueles que te esperam. Esses momentos se tornam apenas etapas onde as pessoas que nos amam aguardam fiel e ansiosamente pela nossa volta.
Agora o diferencial fundamental é o relacionamento aberto e real com nosso Deus. Se expor para Deus, sem reservas nos leva a um novo patamar nesta vida e garante-nos um relacionamento eterno, contínuo, justo e pautado no amor.
Fique exposto!
mai/11
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