Sem demagogia, corro muito atrás de manter minhas contas em dia.

Vivo quase que completamente para não esculhambar minha vida, transformando-a em uma existência desprovida de benefícios alcançados por aquilo que nos é dado através do dinheiro.

Agora, sinceramente, estou cansado de não poder viver. Por mais que eu tente, não consigo. Não dá tempo.

Ontem, sentei por dez ou quinze minutos na escada da entrada da minha casa e comecei a olhar para o céu. Ele estava tão distante da minha lembrança. Quanto tempo não sentia uma brisa de ar fresco...

Já era tarde, precisava dormir, então me retirei para poder dormir um pouco, para acordar cedo e voltar a rotina de manter minha vida longe da esculhambação financeira.

O que estou fazendo? Não tenho tempo para pensar nisso, pois preciso simplesmente fazer, resolver, corrigir, alcançar ou manter as coisas que estão sob minha responsabilidade.

Sério! Saber que estou inserido em um mundo tão sanguessuga, não me amendronta mais e, é isso que me dá medo. Não ache que fui redundante, pois não fui. Simplesmente estou com medo de ter perdido o medo.

Estou com medo de conseguir resolver tudo e nunca mais aceitar simplesmente o “não dá”. É como se em poucos anos eu me transformasse em alguém que conseguisse solucionar qualquer coisa e nunca mais aceitar dizer que não posso, que não sei, que não quero.

A assustadora vontade de não sucumbir, eliminou o “não” do meu vocabulário. Aceito qualquer desafio e saio quebrando as barreiras, primeiro do complexo, depois do difícil e a beira do impossível também.

É verdade! Estou à beira do “impossível de ser administrado” por um simples homem. No entanto, sei lá por que, não consigo desistir ou parar!

Parece que até mesmo a busca insessante pela não esculhambação dita no início desta meditação já se foi. É como se eu estivesse chegado a um ponto tão alto do monte, que me esquecesse de como descer e, agora, se for preciso subir mais, eu vou.

Seria eu produto do meio?

Ah sim, o meio! O que ele me pede? Pede para que eu faça, para que eu resolva e entregue o resultado e ponto final. Então, o que eu faço? Entrego, resolvo e faço.

Aprendi uma coisa na vida: Posso ter boas intenções que nada valerá, posso ter me esforçado ao máximo que não terá valor nenhum.

O que fiz então? Mudei o meio!

Baseei-me, então, no meio de Deus!

Se, para o mundo inteiro, minha intenção nada vale, descobri o seguinte:

Provérbios 16:3 - “Confia ao SENHOR as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos”

Se meu esforço, para os homens, não tem valor, para Deus é diferente:

Josué 1:7 – “Tão somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares”

Deus não vê, como vê o homem! Que benção gloriosa:

I Samuel 16:7 – “Porém o SENHOR disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração”

Descansei!

Salmo 46:10- “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra”

Confiei tão completamente NO SENHOR que minha noite de 6 horas me revigorou.

Confiei tanto NELE que sei completamente que minhas mãos são incapazes de livrar-me da esculhambação.

Só Meu Deus para fazer com que eu ande em liberdade de Espírito!

Façamos tudo com muito zelo, mas, acima de tudo, confiemos NO NOSSO DEUS!


set/10


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