
Vivemos para subir alguns degraus até alcançarmos níveis mais altos.
Sempre existirão locais a serem visitados, sempre existirá um bem a ser adquirido, haverá continuamente sonhos para ser realizados e metas a serem atingidas.
Lutamos dias, meses, anos para alcançarmos esses objetivos que nos estimulam a viver. Viver é mais desafiador quando olhamos para um alvo, quando corremos para chegar ao final da maratona.
O problema das nossas buscas não está no tempo de esperar pelas conquistas, nem mesmo nas dificuldades que encontramos no percurso, seja ela breve ou longo toda vida.
Não há reflexos negativos em nosso viver devido aos percalços naturais de um mundo muitas vezes hostis e de difícil ambiente que sejam maiores que a estranha sensação existente quando o momento é chegado, quando a conquista é efetivada ou quando simplesmente “chegou a hora”.
Existem três possibilidades que nos inquietam profundamente, quando conquistamos algo muito esperado, assim, ficamos:
1. Desapontados por não sentirmos tudo aquilo que tanto almejávamos;
2. Apenas com a alegria comum que não acrescenta muito;
3. Anestesiamo-nos pelo êxtase de algo muito maior do que esperávamos por tanto tempo.
A vida é feita do nosso tempo presente, mas nosso combustível é a busca das realizações do amanhã.
Tudo, porém, é tão passageiro, tão rápido, que não nos dá a oportunidade de usufruir ou de vivenciar àquilo pelo qual lutamos arduamente em cada etapa de nossas vidas.
Nossas realizações esbarram no tempo, elas passam como a chuva de verão!
mar/10
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